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In Memoriam Marcos Lutz Müller (1943-2020)

In Memoriam Marcos Lutz Müller

On September 15th, 2020, Prof. Marcos Lutz Müller, a renowned scholar in the Hegelian studies in Brazil and a committed public figure, passed away. We asked one of his fellow students, Fábio Mascarenhas Nolasco, friend of hegelpd, a memory of Prof. Müller. For writing the text and for sharing it with Müller’s family we thank Fábio with the deepest gratitude. 

You can find the Italian version at this link. The English text is available here.

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Marcos Lutz Müller (1943-2020)

No dia 12 de agosto, a umidade relativa do ar atingiu em Campinas a marca alarmante de 19%. A longa estiagem do inverno se agrava na região em virtude da poluição e, recorrentemente, da queima ilegal dos canaviais situados nos arredores da cidade. Mas neste ano e no anterior a situação atingiu patamares inauditos dado o incremento vertiginoso e generalizado das queimadas Brasil adentro. Basta lembrar que em 19 de agosto de 2019 a cidade de São Paulo viu a noite chegar às 2 da tarde. As queimadas no Pantanal e na Amazônia deste ano chocaram o mundo inteiro.

Naquele mesmo 12 de agosto deste ano a região de Campinas alcançava também a marca acumulada – comprovadamente subnotificada – de 49.838 casos confirmados e 1.705 fatalidades de Covid-19, sendo um dos epicentros nacionais da pandemia.[1] Noite avançada, o filósofo Marcos Lutz Müller apresentou sinais de que sofria um acidente vascular-cerebral. Os hospitais da cidade, superlotados em razão da pandemia, não puderam acolhê-lo. Foi internado na cidade vizinha, Valinhos, já quase no alvorecer do dia 13. E não recobrou mais a consciência. Ainda assim, sua vontade fundamental de viver era forte, e resistiu por 33 dias em UTI, vindo a falecer no dia 15 de setembro, às 5 da tarde.

Mais de uma vez ele próprio me confidenciara: o entardecer o entristecia profundamente. Talvez por isso era esse o horário que reservava normalmente para os telefonemas ou visitas dos alunos. Distraía-se assim do cair da noite em alongadas conversas, atenciosas, afáveis. Foi um orientador rigoroso, extremamente exigente. Mas suas demandas eram feitas com tamanho respeito e seriedade, cultivava com tão sincera satisfação a conversa e a amizade com cada um de seus alunos que estes, com sua partida, perderam não apenas um interlocutor privilegiado e cuidadoso, mas uma figura filosófica de pai, de rara amabilidade. Releio alguns dos emails que trocamos nos últimos dez anos. Nenhum foi escrito às pressas ou com impaciência. Muito pelo contrário, eram joias raras, pontos de luz em dias sombrios, pequenos poemas em prosa mesmo em se tratando de temas insossos como as incontáveis pendências burocráticas das agências de fomento. Converso com meus colegas-irmãos e eles me relatam o mesmo. E cada um de nós guarda consigo, de uma ou outra maneira, uma singela despedida.

A filosofia visa ao aprendizado da vida justa e feliz e à preparação para a morte, eis uma definição clássica. Marcos realizou-a em seus dois termos. De um lado, nunca guardou segredo que seu contato com Hegel se deu via Marx, e que tal interesse não se restringia à teoria. E se lembramos que isso se deu nos anos conturbados que antecederam o golpe militar de 1964, temos aí uma primeira indicação de sua profunda sensibilidade ético-política. Por outro, Marcos defrontou-se também desde cedo com as barreiras – e buscou configurar teórica e praticamente os limites – da finitude. Em 1982 um pequeno derrame arruinou-lhe totalmente a audição do ouvido esquerdo, o que era motivo de angústia para um professor, e mais ainda, para um amante da música. Mais tarde é que descobriu que sofria de uma séria disfunção congênita na válvula mitral do ventrículo esquerdo, e que incontornavelmente teria de se submeter a uma cirurgia cardíaca complexa. Preparou-se longamente para enfrentá-la e em abril de 2017 encarou a morte pela primeira vez. Mas voltemos uns passos atrás.

Nascido em Porto Alegre em 1943, num seio familiar simples, de descendentes de imigrantes alemães estabelecidos desde meados do século XIX no interior rural, Marcos se iniciou no estudo da música clássica muito cedo com a mãe, que estudava e dava aulas de piano. Aluno dedicado, aos 15 anos de idade tocou a sonata Tempestade de Beethoven na Rádio Nacional do Rio de Janeiro por ocasião de um prêmio importante. Muito embora a paixão pela música tenha sido uma constante em sua vida, foi em contato com os padres jesuítas que descobriu a sua vocação filosófica. Em 1965, formou-se pela UFRGS em Filosofia e Direito, a primeira por predileção, o segundo por exigência pragmática paterna. A excelente monografia sobre o conceito de experiência na Fenomenologia do Espírito de Hegel, publicada em 1967[2], abriu-lhe as portas à carreira acadêmica. No entanto, a infame ditadura militar então instalada bloqueou de maneira decisiva o caminho do jovem professor, que, ansiando por horizontes mais amplos de atuação, se viu obrigado a buscar refúgio fora do país. Com o auxílio de professores e amigos, instalou-se primeiro na Universidade de Freiburg, onde deveria desenvolver uma tese de doutorado sobre o conceito de experiência pré-predicativa em Husserl. Mas em seguida transferiu-se à Universidade de Heidelberg, onde frequentou os seminários de M. Theunissen, D. Henrich, H.-F. Fulda e E. Tugendhat, que se tornou seu orientador. Numa passeata contra o Xá da Pérsia – como ele gostava de contar – conheceu a sua companheira de toda a vida, a Profa. Jeanne-Marie Gagnebin.

Em Heidelberg e mais tarde em Berlin, Marcos foi partícipe de primeira hora da efervescência intelectual da qual resultou uma profunda e radical renovação nas pesquisas sobre Hegel e Marx. Em 1975 concluiu o seu doutoramento com uma tese intitulada “A teoria sartriana da negação” (Sartres Theorie der Negation), um estudo de fôlego, que trabalha de maneira sistemática além das várias fases da obra filosófica de Sartre os conceitos de negação em Hegel, Marx, Husserl e Heidegger. Cristaliza-se nesse estudo o interesse pelos vários aspectos da “relação de identidade e não identidade” contida no “acontecimento originário de uma negação que se nega a si mesma”, tema que desdobraria ao longo de toda a carreira.[3]

De volta ao Brasil em 1978, nos primeiros lampejos da reabertura política, Marcos inicia então sua carreira de docente na Universidade Estadual de Campinas. Data do ano anterior a fundação de um importante marco da constituição da pós-graduação em filosofia no Brasil, o Centro de Lógica e Epistemologia da Unicamp (CLE). Apesar de não pertencer diretamente aos quadros de tal centro, Marcos participa ativamente de suas atividades, buscando edificar pontes entre a discussão epistemológica e a política. Ministra nos primeiros anos, sob a rubrica “Epistemologia da Economia”, uma série de cursos sobre O Capital, nos quais foram plantadas as primeiras sementes de uma significativa renovação das leituras de Marx no Brasil. Data desse primeiro período o artigo que o tornou célebre, “Exposição e método dialético em O Capital’[4], até hoje um ponto nodal incontornável do debate nacional. Nesta época nasceram as duas filhas do casal, Rafaela e Cristina. Destacam-se também desse período as duas temporadas de pesquisa de pós-doutorado: em Konstanz, com F. Kambartel (1986) e em Paris, com J. Labarrière (1987).

Daí em diante, Marcos dedicou-se com afinco ao estudo das filosofias de Aristóteles, Tomás de Aquino, Hobbes, Rousseau, mas principalmente de Kant, Hegel, Marx e a tradição dialética. Nos primeiros anos da década de 1990 dá início ao projeto que viria a constituir sua maior contribuição: a tradução comentada da Filosofia do Direito de Hegel. Ao longo de quase vinte anos de cursos exigentes sobre esse texto, preparados à exaustão, e em mais de três dezenas de artigos científicos de notória profundidade e primor didático[5], Marcos documentou publicamente as várias etapas da sua tradução/comentário, assentando não apenas um marco interpretativo de tal obra, reconhecido internacionalmente, mas um patamar qualitativo elevado para a tradução em português de um texto filosófico de língua alemã. Como disponibilizara a maior parte desse trabalho em curso na coleção Textos Didáticos do IFCH/Unicamp, e como seu objetivo sempre foi a qualificação estruturada do debate filosófico em língua portuguesa, não se apressou em publicar a versão final do seu empreendimento antes que estivesse, de fato, pronto. Em face do produtivismo aviltante, que se tornou hegemônico no cenário acadêmico da era neoliberal, Marcos nadava contra a corrente. E o fazia não apenas no âmbito teórico, mas também, e especialmente, no âmbito institucional, o que lhe rendeu notórios conflitos ao longo da carreira, os quais enfrentou muitas vezes com voz enérgica, mas sempre com integridade inegociável. A doçura e o trato carinhoso, reservava aos amigos.

Datam desse período mais três temporadas de pesquisa de pós-doutorado: em Berlim, com W. Jaeschke (1994), em Urbino, com D. Losurdo (1998) e no Hegel-Archiv, em Bochum, mais uma vez com W. Jaeschke (2002). Já nos últimos anos de sua atuação como docente na Unicamp, em 2007 e 2008, ministrou uma série de cursos sobre a Ciência da Lógica de Hegel e estabeleceu entre nós os parâmetros qualitativos básicos da leitura e interpretação dessa obra, que vem sendo enfim reinventada no debate internacional dos últimos anos. Mais de uma vez chegou a expressar o desejo de traduzi-la tão logo visse publicada a Filosofia do Direito. Seus artigos sobre o “começo absoluto” e sobre o conceito da “contradição dialética”, publicados nos anos seguintes, são contribuições de peso à nova bibliografia internacional sobre o tema.[6]

Quando enfim se desonerou da tarefa de preparação dos cursos, Marcos dedicou-se pelos próximos 12 anos à instituição de um pioneiro grupo de pesquisas sobre o pensamento filosófico japonês, chinês e indiano. Destacam-se, desta fase, seus artigos sobre Kitaro Nishida, que versam sobre a maneira como esse filósofo japonês, arguto intérprete de Hegel, teria virado do avesso alguns pontos fundamentais do pensamento filosófico ocidental mediante a retomada do problema da experiência pré-reflexiva e da priorização da categoria do lugar  (“predicado que não pode ser sujeito”) sobre a categoria da substância (“sujeito que não pode ser predicado”).[7]

A muita gente pareceu que ao deixar a Filosofia do Direito e a Ciência da Lógica e lançar-se nas formulações históricas do pensamento budista Mahayana, Marcos dava um salto no escuro. Ledo engano. Essa “outra via” já vinha sendo preparada havia décadas. Data ainda da temporada berlinense o primeiro contato com a prática do tai-chi. Tão logo instalado em Campinas, Marcos engajou-se no primeiro grupo que por aqui se formava em torno do mestre Liu Pai Lin, oficial aposentado do exército chinês que se exilara em São Paulo em 1975. Por quase quatro décadas, assim, Marcos praticou quase diariamente pelas manhãs o tai-chi, tornando-se, a seu modo, também um mestre nessa arte milenar.

Em virtude de uma série de acasos que me trouxeram grande felicidade, a partir de agosto de 2016 pude acompanhá-lo duas vezes por semana em tal prática, por cerca de 18 meses ininterruptos. Com muita paciência e didática, meu professor de filosofia me ensinava agora não apenas conceitos, mas posturas corporais nomeadas segundo tipos animais; não apenas a argumentação filosófica rigorosa, mas o fluxo suave e encadeado, silogístico à sua maneira, do que ele chamava de tai-chi longo. Só mais tarde eu vim a entender: Marcos se preparava, assim, de corpo e alma, para enfrentar a cirurgia cardíaca, que se realizou em abril de 2017.

Foi nesta ocasião que pude presenciar que sua preocupação com a experiência pré-reflexiva não era apenas um interesse teórico, mas sinal de uma vontade fundamental de vida que lutava contra as barreiras do corpo – nos termos da Lógica de Hegel, die Schranken der Endlichkeit. Marcos tinha mais vida no peito que o seu coração lhe podia garantir. Buscou adequar uma coisa à outra recorrendo a uma cirurgia plástica da válvula mitral e resistiu corajosamente a 21 dias de internação em unidade de tratamento intensivo. A esperança de conhecer Helena, a netinha que em breve nasceria, revigorava-lhe as forças. E tão logo as recobrara, pôs-se feliz de volta ao trabalho, retomando um dos muitos artigos que em sua oficina aguardam a pátina final do artesão. É neste cenário que deu forma final ao texto luminar sobre a maneira como o jovem Marx havia fundado um poderoso conceito de democracia ao interpretar a Filosofia do Direito segundo os critérios racionais da Ciência da Lógica.[8] Esse texto, apresentado na ocasião da celebração dos 40 anos de pós-graduação em filosofia na Unicamp, foi no entanto publicado apenas no ano seguinte, infelizmente já no contexto de terra-arrasada resultante da infame eleição de Bolsonaro. Seu artigo sobre a democracia vinha à luz quando a política nacional descia aos ínferos, submergia no ideário nefando dos porões da ditadura.

Não havia tempo a perder. Ao longo do ano de 2019 Marcos visitou regularmente o editor da sua tradução/comentário e com ele revisou pela última vez o trabalho de toda a sua carreira – o qual, a esta altura, contando com 596 notas explicativas, já havia extrapolado os limites de uma tradução anotada de uma obra de Hegel, alçando-se ao patamar de um curso completo de filosofia política de Aristóteles à discussão contemporânea. A última vez que nos encontramos, em pequenas férias de seu trabalho de revisão nos primeiros dias de fevereiro deste ano, Marcos lia com euforia a mais nova biografia de Hegel, de K. Vieweg, o último livro de Habermas sobre a história da filosofia, além de um grosso volume sobre Nagarjuna. Mas também se angustiava diariamente com a leitura dos jornais. Do seu apartamento, que se situa próximo à Escola de Cadetes de Campinas – instituição militar onde o próprio Bolsonaro se “formara” –, ouvia-se os cadetes vociferarem o hino nacional três vezes ao dia. E no ápice da pandemia os portões de tal escola se tornaram palco de aglomerações dominicais onde se berrava pelo fim da quarentena, pela liberação da cloroquina, pelo fechamento do STF, pela reinstituição da ditadura militar… Marcos via tudo pela janela. Horrorizava-se. Sentia diminuírem-se rapidamente as forças, que não bastariam a um segundo exílio. Entristeciam-lhe, assim, cada vez mais, os entardeceres campinenses, aos quais a poluição dá colorações muitas vezes maravilhosas…

Ao longo do último mês de maio Marcos participou de quatro sessões virtuais do grupo de leitura da Ciência da Lógica da UnB. Leu e discutiu conosco seu artigo sobre o conceito da contradição da Lógica da Essência. Os alunos que ainda não o conheciam admiraram-se com os amplos voos do seu pensamento cristalino, mas também com a doçura e o brilho do seu olhar. De junho a agosto, por incitação repetida de seu editor, Marcos escreveu uma poderosa Apresentação à sua tradução, na qual indica os nexos teóricos que conectam a Filosofia do Direito ao empreendimento sistemático, porém aberto, da Enciclopédia, bem como demonstra o caráter inequivocadamente progressista da atuação política de Hegel, centrada no conceito da liberdade social. Seu grande empreendimento estava, enfim, completo. Despachou a versão definitiva desse texto poucas horas antes de se sentir mal, naquele fatídico 12 de agosto.

Nos corações de Jeanne-Marie, Rafaela, Cristina e Helena, de Gustavo e Yuri, seus genros, Jorge, seu irmão, de seus vários amigos e amigas, estudantes e admiradores, Marcos deixou lacuna impreenchível. Mas dignificou como poucos o universo das letras filosóficas e o tecido institucional da universidade pública brasileira. Seu legado tem, portanto, a concretude das coisas imperecíveis.

Ou, para dizê-lo nos termos de Hegel: a concretude das coisas infinitas cujo perecer também perece.

 

Fábio Mascarenhas Nolasco

Brasília, 26 de setembro de 2020

 

[1] https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2020/08/12/coronavirus-prefeituras-da-regiao-de-campinas-confirmam-novos-casos-nesta-quarta-12-de-agosto.ghtml (acesso em 19/09)

[2] Müller, M. L., A experiência, caminho para a verdade? Sobre o conceito de experiência na Fenomenologia do Espírito de Hegel, in: Revista Brasileira de Filosofia, v. XVII, n.66, 1967, pp. 146-177.

[3] Müller, M.L., Sartres Theorie der Negation, Frankfurt-am-Main/Bern: P. Lang & H. Lang, 1976, p. 18.

[4] Müller, M. L., Exposição e método dialético em ‘O Capital’, in: Boletim da Sociedade de Estudos e Atividades Filosóficas Seaf, Belo Horizonte, v. 2, 1982.

[5] Refiro aqui apenas alguns, que me impactaram fortemente: Müller, M. L., Paz Perpétua ou Tribunal do Mundo: a aporia jusnaturalista da saída do estado de natureza inter-estatal, in: Revista Eletrônica de Estudos Hegelianos, v. 10, 2013; Müller, M. L., A Liberdade Absoluta entre a Critica à Representação e o Terror, in: Revista Eletrônica de Estudos Hegelianos, v. Ano 5, 2008; Müller, M. L., O idealismo da soberania e a idealidade de toda legitimação particular, in: Revista Eletrônica de Estudos Hegelianos,  v. 1, 2005; Müller, M. L., A crítica de Hegel aos postulados da razão prática como deslocamentos dissimuladores, in: Studia Kantiana, v. I, n.1, 1998; Müller, M. L., A Tensão entre liberdade negativa e liberdade positiva no conceito especulativo de liberdade e na sua efetivação na sociedade civil-burguesa moderna, in: Stein, S. I. A. (Org.), Ética e Política, Goiânia: Universidade Federal de Goiás, 1998; Müller, M. L., A Estrutura lógico-conceitual da sociedade civil-burguesa e a dialética da liberdade negativa, In: Felipe, S. T. (Org.), Justiça como Eqüidade. Fundamentação e interlocuções polêmicas (Kant, Rawls, Habermas), Florianópolis: Insular, 1998; Müller, M. L., A Gênese Conceitual do Estado Ético, in: Revista de Filosofia Política, v. 2, 1998; Müller, M. L., A Gênese Lógica do Conceito Especulativo de Liberdade, in: Analytica, v. I, n.1, 1993.

[6] Müller, M. L., A negatividade do começo absoluto, in: Gonçalves, M.C.F.  (Org.), O pensamento puro ainda vive. 200 anos da Ciência da Lógica de Hegel, São Paulo: Barcarolla, 2014; Müller, L.M., A contradição dialética e sua resolução no fundamento, in: Helfer, I., Lógica e Metafísica em Hegel, São Leopoldo, Editora Unisinos, 2019.

[7] Müller, M.L., Experiência Religiosa e a Lógica Tópica da Autodeterminação do Presente Absoluto (Kitaro Nishida), in: Analytica, v. 12, 2008.

[8] Müller, M. L., A democracia em Marx: contexto de surgimento e ambivalência do conceito, in: Revista Eletrônica de Estudos Hegelianos, v. 26,  2018.

 

The Portuguese text can be downloaded at this link.

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In Professor Müller’s memory, we would like to share also the last article he published, appeared in Revista Eletrônica Estudos Hegelianos, n. 26, 2018. The text A democracia em Marx: o contexto do surgimento e a ambivalência do conceito can be downloaded from the button below.

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